Temporada 02 | Episódio 01

AI & Humanos pela Saúde

25 de Sep • 9:51min

Um pouco sobre como a inteligência artificial está revolucionando a experiência de pacientes, médicos e profissionais de saúde.

#07 AI & Humanos pela Saúde

Olá, sejam bem-vindos a mais um episódio do Inside Alana Podcast. Eu sou André Calvente, Marketing Manager da Alana AI. Nos cinco episódios desta nova temporada, nós vamos falar sobre como diferentes setores estão usando a inteligência artificial como aliada do trabalho humano, e como isso está impactando a jornada do consumidor e os negócios em cada um deles. Então, sejam bem-vindos!

 

Neste primeiro episódio, nós vamos falar sobre o mercado de saúde e como a Inteligência Artificial está revolucionando a experiência de pacientes, médicos e profissionais dessa área, e como isso vem ajudando a otimizar agendamentos de procedimentos, diagnósticos, previsão de doenças e até prescrição de tratamentos de saúde. E esse é um momento muito bom para falarmos de saúde, né? 

 

Afinal, nesse 2020, com a pandemia de coronavírus e a digitalização de diversos setores, ficou muito claro como o mercado de saúde pode tanto se beneficiar de soluções inteligentes quanto melhorar os processos em uma área tão sensível para as pessoas. 

 

Tem um dado muito interessante que eu encontrei de um relatório da consultoria Zion Market Research, que estima que o mercado de saúde digital movimentará US$ 423 bilhões globalmente até o ano de 2022, e olhe que esse estudo foi feito antes da pandemia. 

 

É interessante ver que há empresas com perfis muito diferentes trabalhando com processamento de dados e AI em saúde. O ponto comum entre elas é que elas trazem a lógica da indústria 4.0 para esse segmento. Se olharmos para o ecossistema de saúde, vemos que há desde hospitais e seguradoras de saúde tradicionais apostando nisso, mas também as grandes empresas de tecnologia e uma onda de startups especializadas.

 

Agora você deve estar me perguntando: mas onde exatamente a inteligência artificial está sendo aplicada em serviços de saúde, já que este é um segmento muito complexo?

 

Se pensarmos do ponto de vista do consumidor final, já há uma série de ferramentas e serviços de AI que estão dando mais controle aos pacientes sobre a própria saúde, para que eles possam monitorar suas condições. 

 

Por exemplo, vamos pensar nos smartwatches e wearables de saúde. A Apple e o Fitbit são algumas das empresas que estão usando AI em seus produtos para ajudar pessoas a monitorar batimentos cardíacos e outros sinais vitais no dia a dia.

 

Já na ponta de serviços, vemos as grandes empresas de tecnologia usando AI em parcerias com startups e fornecedores de saúde. 

 

E o que é interessante dessas empresas é que o mercado de AI para saúde é tão promissor que, não por acaso, os grandes players de tecnologia estão criando braços de negócios exclusivos com foco em saúde.

 

Lá fora, nos Estados Unidos, temos um exemplo muito interessante da Microsoft. No ano passado, a empresa firmou uma parceria com a rede famosa de farmácias, a Walgreens, para usar sua plataforma de nuvem e AI para oferecer soluções conectadas de gerenciamento de doenças crônicas.

 

Já a Amazon, por exemplo, comprou uma startup, a Pill Pack, uma empresa de AI que tem uma ferramenta que ajuda farmacêuticos a preparar, dosar e distribuir medicamentos para pacientes. E tem também a Alphabet, empresa-mãe do Google, que está investindo em softwares de inteligência artificial para ajudar hospitais e pesquisadores na área de saúde. Um dos projetos deles é o Google Brain, que, entre outras funcionalidades, usa reconhecimento de voz para documentar e analisar consultas médicas. 

 

Cara, isso é muito legal, né? Porque essas empresas de tecnologia são muito consumer-centric, o que traz uma abordagem nova para saúde em geral, que sempre foi um setor meio burocrático. Ao mesmo tempo, a AI traz desafios para empresas tradicionais do segmento, já que força elas a abandonarem modelos de gestão pouco eficientes e adotar novos processos baseados em tecnologias como Big Data, Machine Learning e Internet das coisas, famosa internet of things.

 

Mas existe outro aspecto além da “jornada do paciente”, entre aspas. A Inteligência Artificial também está alimentando áreas operacionais e acadêmicas que estão crescendo muito na medicina, como as pesquisas genéticas e a criação de robôs cirurgiões. 

 

Já existem, por exemplo, robôs inteligentes capazes de analisar avaliações pré-operatórias para orientar os movimentos do médico durante a cirurgia. Isso pode diminuir em até 20% no tempo de internação de um paciente. É muito legal!

 

[INTERVALO]

 

Uma das ambições dos cientistas é criar robôs autônomos, aptos a conduzir cirurgias sem a necessidade de comandos pré-definidos e com a capacidade de usar dados de operações passadas para aprimorar suas técnicas. 

 

É muito interessante mesmo como a AI pode aumentar a chance de sucesso de médicos, até porque essa é uma profissão muito delicada e exigente, então ter um robô como assistente pode ajudar muito, ainda mais em países emergentes como o nosso, o Brasil, por exemplo, onde há muita demanda por profissionais especializados.

 

Lembrei de outro case interessante nesse sentido, da empresa israelense Clew, que usa modelos preditivos e machine learning para prever complicações de pacientes em situação de emergência. A ideia é auxiliar decisões médicas nos estágios mais delicados de um tratamento.

 

Mas acho importante a gente falar também sobre soluções conversacionais de AI, que estão crescendo muito para ajudar na triagem de pacientes e diagnóstico de doenças. São soluções que colocam uma AI para conversar com um humano sobre seus sintomas e histórico de saúde, e então a máquina compara os dados individuais dessa pessoa com milhares de outros pacientes para chegar a um resultado.

 

Já existem vários exemplos que são aplicados comercialmente nesse sentido, né? Um deles é o Buoy health, sistema de chatbot usado pela Harvard Medical School, que usa um chatbot para ouvir os sintomas do paciente, e em seguida o orienta para o tratamento correto com base em seu diagnóstico. 

 

Aqui no Brasil, recentemente tivemos um exemplo parecido, o robô da Startup Laura, que durante a pandemia tem usado um chatbot para ajudar hospitais públicos e privados a diagnosticar o covid, e assim não sobrecarregar os prontos-socorros.

 

E o mais legal é que aqui na Alana AI a gente faz quase a mesma coisa, só que em marketing, aplicado a outro setor. E é muito legal essa premissa de deixar a conversa entre robôs e máquinas mais natural.

[INTERVALO]

Todas essas aplicações de saúde que a gente falou são muito interessantes, mas o grande desafio no setor de saúde é o uso de dados, que afinal são o que abastecem sistemas de AI, de inteligência artificial. Se a gente parar para pensar, todos os dados relativos a saúde, como dados biométricos, sobre histórico de saúde e uso de medicamentos são considerados dados sensíveis.

 

E aí que mora o desafio. As leis de proteção de dados como o GDPR e LGPD pressupõe justamente que empresas não podem identificar e armazenar dados sensíveis, e estas informações devem ser sempre sigilosas e anônimas. 

 

Além disso, precisamos lembrar que o setor de saúde em si é altamente regulamentado, e por isso governos, empresas de AI e saúde terão que descobrir uma forma de desenvolver a tecnologia e torná-la escalável, mas respeitando a privacidade do paciente e do consumidor.

 

Inclusive nós já tivemos um episódio, o episódio 5 do Inside Alana Podcast, que discute justamente como a inteligência artificial está sendo usada no mercado de saúde e os desafios que isso implica. Nesse episódio, nosso CTO, Marcellus Amadeus e o Dr. Alexandre Chiavegatto, pesquisador de AI da USP, falaram sobre o uso de machine learning no diagnóstico precoce da Covid-19. Se eu fosse você, corria para ouvir. 

 

Bom, há dezenas de aplicações de AI na saúde, e apesar do nosso podcast ser curtinho, acho que ficou muito claro como o mercado de saúde está sendo transformado pela AI. É um setor para acompanhar de perto.

 

E aí parte da gente, né? De estarmos cada vez mais conectados com soluções de inteligência artificial para saúde.

 

E com isso eu vou encerrar o nosso episódio do Inside Alana Podcast. Esse primeiro episódio da nova temporada. Então quero agradecer você que acompanhou esse episódio e se você gostou, compartilhe com seus amigos e colegas de trabalho.

 

E se quiser saber mais sobre o universo de AI, acesse nosso blog e baixe nosso e-Book sobre o tema. 

 

Se eu fosse você, eu já aproveitava que os nossos episódios são bem curtinhos e se preparava pra ouvir o próximo. A gente vai falar sobre inteligência artificial no mercado de educação. Espero que você curta! Obrigado mais uma vez por ouvir esse primeiro episódio, e até a próxima!

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